Por que o mito de Tarzan não funciona mais?

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Poucos heróis modernos são tão famosos quanto Tarzan, talvez o personagem mais conhecido a partir de um romance do século XX cuja lenda, Hollywood tem alimentado durante os último cem anos e a cada dois anos, nos deparamos com uma nova adaptação do personagem.

Ao contrário de O Livro da Selva, o novo filme não pôde lançar a bagagem racista e sexista da sua história original.

Os criadores de A Lenda de Tarzan tomaram uma decisão ousada ao importar um novo elemento importante para dentro dessa nova narrativa: a figura histórica de George Washington Williams. Williams era um soldado, político e escritor cuja peça “Open Letter to His Serene Majesty Léopold II” de 1890 condenava o tratamento desumano adotado no Congo sob o regime belga.
O novo enredo transforma Tarzan num herói abolicionista e abafa o fato de que a própria família de Tarzan, Greystokes no original, faziam parte da classe dominante imperial. Tentou-se, sem sucesso resolver dois problemas: contar a história por um novo ponto de vista e torná-lo politicamente atual mas, ao resolverem o primeiro, se enroscaram no segundo e dessa forma, a escolha mais inteligente do roteiro é também o seu principal erro.

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